S/A Sala Aberta – Reforma Trabalhista

A ADunicamp, em parceria com os coletivos Socializando Saberes, Comunicadores Populares, Mídia Livre VaiJão, Usina Geradora, NINA, o Labjor da Unicamp e a TV Comunitária Cidade Livre deu início a produção da série de programas S/A Sala Aberta. Essa produção está voltada para as principais questões sociais, políticas e econômicas da sociedade brasileira.

O PRIMEIRO PROGRAMA

Com a participação de professores da Unicamp e da USP e representantes de segmentos da sociedade civil, o primeiro programa da série aconteceu no dia 06 de novembro e tratou dos impactos desenhados nos projetos da Reforma Trabalhista que o governo de Michel Temer pretende implantar no país, com apoio já declarado da maioria do Congresso Nacional.

O programa foi dividido em três blocos de entrevistas interligados com intervenções de artistas convidados.

O primeiro bloco tratou da regulação do trabalho no Brasil e no mundo; e dos impactos que as reformas propostas pelo atual governo irão causar na sociedade. Participaram dele Andréia Galvão, professora do Departamento Ciência Política do IFCH, e Dari Krein, do Instituto de Economia – ambos da Unicamp.

No segundo bloco foram discutidas as questões teóricas e políticas envolvidas nas propostas de mudança na legislação trabalhista; e o avanço da precarização com a institucionalização do trabalho “flexível”. Participaram desse bloco Fernando Teixeira, professor do Departamento História da Unicamp e Jorge Souto Maior, juiz do Trabalho e professor de Direito da USP.

O terceiro bloco tratou dos movimentos de resistência articulados no Brasil contra as propostas da Reforma Trabalhista e contou com a participação do professor e escritor Lejeune Mirhan, dirigente da Frente Brasil Popular; e do professor José Roberto Cabrera, diretor do Simpro (Sindicato dos Professores de Campinas e Região) e dirigente da Frente Povo Sem Medo

As entrevistas foram conduzidas por Rafael Evangelista, do Labjor, e Sávio Cavalcante, do IFCH.

AS INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS

A rapper Luana Hansen, de São Paulo, e o ator Everaldo Cândido, de Campinas, participaram do debate e promoveram intervenções ao longo do programa – que Cândido chama de ações político-artísticas ou “provocações artísticas lúdicas e (a)temporais”, insinua ele.

Luana Hansen, cantora e atriz, autora de músicas de protesto de cunho feminista, negro e lésbico é reconhecida internacionalmente por suas canções e por sua militância ao lado de movimentos sociais de São Paulo. Cândido é integrante do coletivo Rede Usina Geradora de Cultura e do Ponto de Cultura Nina.

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- ADunicamp, 38 anos de história - Criada em 1977, em meio a uma ditadura militar que completava 13 anos de instalação e de forte repressão a tudo e todos que se opunham a ela (incluídos nesta conta a imprensa em geral, sindicatos, partidos), a ADunicamp trazia consigo tarefas que pareciam quase impossíveis de serem cumpridas: “atuar como um sindicato, lutando pelos direitos trabalhistas dos professores, e também como uma associação de trabalhadores preocupada com a democracia, empenhada em unir-se a outras entidades semelhantes, apoiando-as. Ao mesmo tempo, deveria dar sua contribuição à Universidade pública brasileira – com o propósito de identificar qual o lugar dessa instituição em um país com as particularidades do Brasil – e à própria Unicamp, que carecia de mecanismos de decisão transparentes e abertos”. (+ ler mais)

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